Boas notícias! Vacina contra Covid-19 têm apresentado efeitos positivos excelentes

Estudos mostram as primeiras evidências de que a vacina Oxford/AstraZeneca é capaz de frear a transmissão do vírus.

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De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em fevereiro deste ano pelo menos sete imunizantes contra o novo coronavírus já haviam sido apresentados no mundo. Centenas de candidatos estavam em desenvolvimento – mais de 60 já em fase clínica, ou seja, com testes em humanos. Hoje, há 13 imunizantes aprovados e 83 em fase de testes clínicos. E esses números tendem a continuar subindo.

Segundo o doutor em biologia molecular e pesquisador da Fiocruz Pernambuco Rafael Dhalia, o imunizante bloqueia em boa parte a entrada do vírus nas células, e com isso reduz o risco da tempestade inflamatória, causando uma forma mais equilibrada da doença. “É por essa razão que vêm caindo as taxas de internações e mortes nos grupos prioritários que já receberam as diferentes vacinas pelo mundo afora”, ressaltou o doutor.

Estudos mostram as primeiras evidências de que a vacina Oxford/AstraZeneca, por exemplo, é capaz de frear essa transmissão do vírus. Publicada pelo periódico Lancet, uma investigação, que avaliou 17 mil pessoas, foi pioneira em incluir voluntários assintomáticos numa pesquisa.

Também nesse grupo, entre aqueles vacinados com uma única dose, houve diminuição no número de testes positivos para a presença do coronavírus em comparação com os não vacinados, sugerindo assim a possibilidade de o imunizante atuar na redução da propagação viral.

Com a vacinação em massa em lugares como Reino Unido e Israel, os especialistas avaliam que será possível observar uma queda nas ocorrências inclusive entre não vacinados.

“A parte da população imunizada acaba beneficiando aquela que ainda espera pelas doses”, analisa o infectologista Renato Kfouri. “Mas vale lembrar que nesses países tem havido uma estratégia combinada com isolamento e distanciamento social bem-sucedidos, o que contribui para diminuir a transmissibilidade”, destaca. 

Resultado parecido foi obtido em estudo feito em Israel, este com o produto da Pfizer/Biontech, no qual a eficácia estimada para infecção assintomática foi de 29% durante o período de 14 a 20 dias após a primeira dose, subindo para 52% entre 21 a 27 dias. 

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