Porcos podem jogar videogame? Estudo americano diz que sim, é possível

Pesquisa dos EUA colocou quatro porcos para jogar fliperama. Resultados possibilitaram reconhecer inteligência ignorada dos mamíferos.

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Pense em um jogo descomplicado, de 8-bits, formas geométricas e fundo preto, como os do Atari. No controle, somente um joystick para movimentar o cursor na horizontal e vertical. Isso pode parecer simples para os humanos, mas não para os animais.

No entanto, de acordo com uma pesquisa publicada em fevereiro, na revista Frontiers in Psychology, outro mamífero com capacidade para virar gamer é o porco.

Teste

O teste foi guiado pelo Centro de Ciência do Bem-Estar Animal da Universidade Purdue, em Indiana, nos Estados Unidos (EUA). O levantamento vem sendo feito desde o final da década de 1990. Entretanto, este é o primeiro artigo elaborado a passar por revisão por pares, em outras palavras, por pesquisadores que não participaram do estudo.

Quatro porcos fizeram parte da jogatina. Dois da raça Yorkshire, que possuíam o apelido de Omelete e Hamlet. Já os outros dois, Ivory e Ebony, categorizam como mini porcos Panepinto.

O jogo se baseava em levar o cursor do joystick (uma bolinha branca) até uma das paredes azuis que se dispunham na tela. Caso conseguissem, os animais recebiam logo uma guloseima. E a cada rodada, a dificuldade do game crescia.

O fliperama empregue no teste era um ajuste de ferramenta utilizada em pesquisas próximas com primatas, como o macaco-rhesus.

O estudo totalizou 15 meses e a análise final centralizou em 50 rodadas jogadas pelos porcos em cada etapa do game. A rodada só era categorizada como bem-sucedida quando a bolinha alcançava as paredes logo no primeiro movimento do cursor.

Resultados

Os resultados foram prósperos, pois todos os animais se saíram melhor do que se o joystick fosse movimentado aleatoriamente pela tela. O melhor desempenho foi do pequeno Ivory, com acerto das paredes em 76% das tentativas.

Depois de 3 meses de teste, Omelete e Hamlet evoluíram, cresceram e não conseguiram mais suportar todo o tempo de jogo. Porém, também foram bem sucedidos nas rodadas em que puderam jogar.

“Os resultados foram tão superiores em relação aos movimentos aleatórios que ficou claro que os porcos tinham algum entendimento conceitual do que estavam sendo solicitados a fazer”, afirmou a diretora do centro de bem-estar animal de Purdue e que acompanhou os porquinhos desde os anos 1990, pesquisadora Candace Croney, em entrevista ao Gizmodo e compartilhado pela Super Interessante.

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